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O USO DAS ERVAS NA UMBANDA

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Como a Umbanda é uma religião que trabalha com os elementos da natureza, não poderia faltar o poder das ervas ritualísticas nos nossos terreiros para diversas finalidades. O uso das ervas na Umbanda começou com a própria manifestação dos caboclos e pais-velhos que trouxeram seus conhecimentos de encarnações anteriores como antigos magos, bruxos, feiticeiros, erveiros, pajés, etc através de seus médiuns que também já tinham gravado em seus corpos mentais essas vivências anteriores no uso das ervas.
Através da reencarnação começaram a nascer, em meio ao serrado e nas periferias do nosso solo brasileiro, espíritos já conhecedores das forças das ervas, conhecidas como benzedeiras, que entre os anos 1950 e 1990 foram verdadeiras “médicas físicas e espirituais”. Povoando vários recantos do nosso país, tratavam de todos os tipos de males que apareciam, principalmente fazendo uso das plantas medicinais. Detinham amplo conhecimento na utilização de raízes, flores, sementes e qualquer outra parte das plantas, conseguindo assim, associá-las aos problemas verificados naquele momento.
Adicionalmente, como nossa cultura brasileira foi sedimentada na cultura do negro com um pouco da cultura europeia, os candomblés também eram muitos e, por isso, o conhecimento das ervas, e suas ligações com os orixás da natureza, foi se expandindo em todo o país, fixando-se através da disseminação da informação.
Somando todas essas forças, a Umbanda veio fortalecer e transformar o conhecimento cultural e popular em ciência e estudo. Os caboclos e os pretos-velhos começaram a nos ensinar mais detalhes a respeito das forças das ervas, de seu bioplasma e do que elas eram capazes, consequentemente nós Umbandistas começamos a escrever, estudar e criar uma metodologia própria de trabalho, baseada nessa ciência espiritual que se transforma em remédio para a alma de todos aqueles que adentram os terreiros de todo o Brasil.
Sabendo que a mediunidade na Umbanda é uma via de mão dupla, na qual o médium é responsável pela comunicação e por tudo aquilo que faz, tornando-se um trabalhador proativo da grande espiritualidade superior, ele deve estudar e se aperfeiçoar nos conhecimentos das mais diversas áreas da saúde e espiritualidade, dando mais qualidade ao seu mediunismo e atuando de forma mais objetiva, clara e coesa com os guias que utilizam nosso mental para ajudar todos aqueles que precisam.

Texto autoral de Carlos Morais.

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