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Seres humanos são como borboletas

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Por quase todo o seu tempo de vida, as borboletas vivem dentro do casulo. Desconhecem, claro, a realidade lá fora e acreditam ser aquele invólucro todo o universo.

Presas, desconhecem a libertação que as aguarda. Quando finalmente completam seu ciclo, são lançadas na natureza, colorindo a paisagem com asas vibrantes voando em todas as direções.

Na primeira fase, fechadas em seus abrigos, não percebem o papel que deverão desempenhar: o de enfeitar. Assim também ocorre conosco. Passamos grande parte da vida preocupados, escondidos em nossos casulos. Talvez sejamos como lagartas, acreditando nos casulos como se fossem eles a própria realidade.

Um dia, completamos o trabalho, de lagartas voamos borboletas. Cumprida a tarefa, recebemos permissão para deixar o corpo que aprisiona nossa vida. Então, com asas coloridas, libertos do medo, da dor e das preocupações, voamos redimidos afinal, conhecedores da verdade: o corpo foi apenas um casulo, necessário ao nosso crescimento.

Aprofundo: os seres humanos, assim como as borboletas, precisam sair do casulo. Tarefa desafiadora por certo. É preciso energia para enfrentar e vencer as dificuldades a partir esforço próprio. Excesso de proteção acaba por atrasar a mente e prejudicar a evolução espiritual.

Por isso, ao ter de enfrentar uma situação muito difícil, não fuja e se esconda. Tenha a ousadia da borboleta. Arisque, para seu próprio bem e crescimento, voar. É a única opção que pode lavar ao acerto, à superação. Vença o problema. Ao resolvê-lo, você estará pronto e livre para continuar o seu caminho.

Fonte: Terra.

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