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Nossas emoções influenciam a forma como vemos o mundo, sugere estudo

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Deixe de lado as tão convencionais classificações “racional” ou “emocional”. Segundo recente estudo da Universidade da Califórnia – São Francisco, nenhum de nós está livre da influência dos sentimentos na hora de tomar uma ação.

A pesquisa realizada por cientistas do departamento de psicologia da instituição e publicada no períodico Association for Psychological Science indica que nosso estado emocional em determinados momentos da vida pode ter impacto direto na forma como enxergamos o mundo.

“Nós não somos passivos às informações do mundo e depois reagimos a elas – nós construímos percepções do mundo conforme elas vão sendo arquitetadas como experiências. Nossos sentimentos afetivos são determinantes fundamentais nas experiências que criamos”, afirmam os autores do estudo. “Nós não percebemos o mundo somente através de nossos sentidos externos: nós o vemos de uma maneira diferente quando estamos nos sentindo agradáveis ou desagradáveis”, acrescentam.

O estudo se propunha a analisar como influenciar o estado emocional de pessoas sem que elas percebessem. Os pesquisadores apresentaram aos participantes rostos neutros desconhecidos e pediu que eles classificassem essas expressões a partir de termos como agradável, confiável ou honesto, por exemplo. A técnica utilizada foi a de supressão contínua de flash (continuous flash suppression, em inglês). Usando somente o olhos dominantes, eles eram convidados a observar uma transição de imagens que alternava entre imagens pixelizadas e um rosto neutro.

Porém, ao mesmo tempo, ao olho secundário dos participantes, eram apresentadas imagens ou de um rosto neutro, ou de um rosto sorrindo ou, ainda, franzindo o cenho. Todavia, essas expressões não eram percebidas conscientemente, já que os participantes estavam focados somente no estímulo que estava sendo identificado pelo olho dominante, e não pelo secundário.

Encerrada a transição de imagens, os psicólogos apresentaram cinco expressões faciais de um mesmo rosto e pedriam aos participantes selecionar aquela se assemelhava melhor ao rosto pixelizado que seus olhos dominantes viram.

Mesmo que a imagem apresentada ao olho dominante fosse sempre um rosto neutro, os voluntários do estudo que foram inconscientemente apresentados à feição de sorriso tendiam a apontar para o rosto sorrindo diante a pergunta final, muito mais do que aqueles que viram o rosto neutro ou carrancudo.

Observou-se que os participantes que tiveram seus olhos secundários bombardeados por imagens do rosto feliz, mesmo sem perceber, guardaram essa informação e tendiam a apontar para a face com sorriso no final da transição das imagens.

Em um segundo momento, os pesquisadores realizaram outro teste e não pediram para os participantes tentarem encontrar o par que melhor combinava com o que tinham visto, mas, sim, adivinhar a orientação do rosto sem expressão. Mais uma vez, as respostas mostraram que aqueles que viram (ainda que sem saber) a expressão feliz tiveram uma percepção diferente da face neutra.

Assim como há diversos estudos que mostram a influência de estímulos negativos no comportamento e na tomada de decisões, esse novo trabalho indica que estímulos positivos também influenciam a forma como as pessoas vêm o mundo e que eles devem ser melhores explorados. De acordo com os autores da pesquisa, um exemplo verificável disso são as avaliações que juízes e membros de júri popular fazem de réus nos tribunais.

O experimento é mais uma vidência de que o que vemos e percebemos em nossa vida não é transparente, mas é um reflexo das representações mentais que fazemos e daquilo o que sentimos.

Fonte: Revista Galileu.

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