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Bahia: Orquestra Sinfônica faz homenagem à Mãe Menininha do Gantois

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A Orquestra Sinfônica da Bahia (OSBA) estreia, em 31 de agosto, o seu novo selo batizado com nome da grande matriarca baiana, a iyálorixá Mãe Menininha do Gantois. A série MÃE MENININHA tem por objetivo produzir experiências sensoriais diversificadas.

No repertório de estreia do novo selo, a OSBA apresenta ao público algumas obras do compositor Antonín Dvořák (1841-1904) inspiradas em elementos folclóricos da música checa, sob a regência do maestro Carlos Prazeres, regente titular e diretor artístico da OSBA. Foi de Prazeres a ideia de nomear a série como uma homenagem à Mãe Menininha. “Queremos com essa nova série estimular, além da audição, outros sentidos por meio de projeções mapeadas, aromas e outros recursos criando assim um momento de imersão e de transcendência para o público”, explica Prazeres. Esta edição conta com a participação do artista visual Caetano Britto nas projeções que serão feitas durante o concerto.

Esta será a 2ª série da OSBA que recebe o nome de um expoente feminino. A 1ª foi lançada em 2017 e leva o nome da escritora Myriam Fraga. Os nomes das séries da OSBA recebem sempre o nome de expoentes da cultura baiana (Jorge Amado, Carybé, Manuel Inácio da Costa), numa estratégia que objetiva ressaltar o compromisso da Orquestra em estabelecer pontes entre a tradição sinfônica e a cultura local.

MÃE MENININHA DO GANTOIS – Maria Escolástica da Conceição Nazareth, negra, brasileira, nasceu em 10 de fevereiro de 1894, filha de Joaquim e Maria da Glória. Descendente de africanos da nação Egbá-Arakê, das terras de Agbeokutá, no sudoeste da Nigéria, Mãe Menininha, como ficou conhecida ao longo de sua vida ,era bisneta de negros libertos. Iniciada aos 8 meses de idade, para o Orixá Oxum, cumpriu, desde cedo, a determinação das tradições de sua família consanguínea de ser uma representante da religiosidade de matriz africana na Bahia. Assumindo a direção do Gantois muito jovem, aos 28 anos, Mãe Menininha já era casada com o advogado Álvaro Macdowell de Oliveira, com quem teve duas filhas, Cleusa e Carmen, ambas iniciadas quando criança, como rege a tradição da Casa. Modista e fina doceira foi Mãe, Mulher, Líder Religiosa, deixando uma forte contribuição com ensinamentos de como professar a fé, dando lições de humildade e respeito. Após 64 anos comandando o Candomblé do Gantois, faleceu de causas naturais, retornando para o Orun, em 13 de agosto de 1986.

MEMORIAL MENININHA DO GANTOIS – Criado em 1992, o espaço reúne mais de 500 peças referentes à história, objetos rituais, e pessoais, de uma das maiores lideranças da religiosidade de matriz africana na Bahia. Ele está integrado ao espaço sagrado do terreiro. Considerado primeiro espaço museal dessa categoria, e de personalidade única da religiosidade, o Memorial faz jus à figura legendária e visionária de Mãe Menininha, que sempre teve uma perspectiva de preservação do patrimônio imaterial, com seus ritos e idiossincrasias, assim como do aspecto material, deixando um acervo rico em peças civis e religiosas, num estilo característico de coleção aberta, dividida em três núcleos expositivos:o espaço da mulher, Maria Escolástica; o espaço da sacerdotisa, Mãe Menininha, e a ambientação do seu aposento. O Memorial é um espaço de educação patrimonial. É um exercício vivo das relações entre o continente africano e a Bahia, e como isso é fundamental para o Brasil se sentir mais brasileiro. É um local para ampliar conhecimentos e vivenciar essa tradicional cultura de matriz africana. Integrando a política de dinamização e plano de acessibilidade ao público, o Memorial é aberto à visitação de terça a sexta-feira, de 09 às 12h e das 14 às 17h.

Fonte: Por Dentro da África.

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